Desculpe o transtorno, preciso falar de Drogba


Nunca o conheci. Essa frase pode parecer estranha e você pode se perguntar então o porque deste texto. Mas, o conheci pela televisão, se é que posso usar o verbo conhecer nesse contexto. Ele jogava no Chelsea. Nunca vou me esquecer: gol contra o Everton na temporada 2006/07.

Quando os outros atacantes perdiam gols, ele fazia. Quando cavavam falta, ele permanecia em pé. Quando lamentavam chances perdidas, ele seguia buscando marcar na próxima chance que tivesse. Me tornei Blue à primeira vista, ou, no primeiro jogo assistido.

Passei finais de semana assistindo cada jogo, acompanhando um jogador fantástico que me fazia ser Chelsea cada vez mais.

Tornou-se ídolo quando em 2012, nos deu o maior troféu de nossa história. É verdade que já havia nos dado títulos de suma importância. Algumas várias vezes. Fez os gols necessários para tornar-se uma lenda. Aquele gol de cabeça, após escanteio cobrado por Juan Mata, aos 88', o coroou como o maior de todos. O gol de pênalti, nem se fala. Aprendi à valorizá-lo como nunca. Valorizá-lo como uma lenda, ou, como um deus
Sempre nos nossos corações.
Um dia, ele foi embora. E não foi fácil. Eu e vários outros torcedores blue lamentamos mais que aquele menininho, que chorou ao ver a Seleção Brasileira levando 7 em pleno Mineirão. Até hoje, não há um jogo que assista, em que algum momento: cadê ele? Parece que, pra sempre, ele vai fazer falta. 

Essa semana, pela quadragésima vez, revi a final da Champions daquele 2012. Achei que fosse chorar tudo de novo, como chorei após a última cobrança de pênalti de Drogba. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido na mesma época que ele. E disso tudo ter acontecido no Chelsea, com o Chelsea. Não falta mais nada.

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Paródia feita em relação ao texto de Gregório Duvivier para Clarice Falcão, postado na Folha, de S. Paulo.

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