O momento pede calma

O técnico Antonio Conte precisará demonstrar todo o seu conhecimento nesta temporada. (FOTO: Daily Post)
A derrota por 3 a 2 para o Burnley, em casa, na estreia da Premier League, não estava nos planos do Chelsea. Ninguém, do mais pessimista dos torcedores ao treinador Antonio Conte, imagina um começo de temporada tão desastroso. Gary Cahill, novo capitão do time, após a saída do ídolo John Terry, foi expulso aos 13 minutos da primeira etapa, complicando demais a vida do Blues. Quem pagou o pato foi Jeremie Boga, que fazia sua estreia e foi sacado para a entrada de Andreas Christensen, com o objetivo de recompor a zaga. O efeito da substituição não foi o esperado, voltamos a sofrer falhas defensivas e, ao fim do primeiro tempo, o prejuízo já estava em 3 a 0.

O ponto a destacar do jogo, sem dúvidas, foi a participação de Álvaro Morata. O espanhol entrou no segundo tempo, no lugar de um Batshuayi que (quase) nada conseguiu produzir, marcou um gol aproveitando um bom cruzamento do brasileiro William e ainda deu a assistência para David Luiz fazer o segundo. A pressão sobre os ombros do camisa 9 era (e ainda é) imensa, por toda a responsabilidade de substituir Diego Costa, pelos £55 milhões pagos ao Real Madrid e pelo fato de o Chelsea ser o atual campeão inglês e ter novamente uma Champions League para disputar esta temporada.

Os pontos negativos são muitos, tantos que é melhor elencá-los:
  1. A expulsão de Gary Cahill: por mais que tenha sido um cartão vermelho discutível, principalmente para os padrões de arbitragem da Premier League, a entrada do capitão foi realmente forte. Não é essa a atitude que se espera do líder do time.
  2. As falhas defensivas: todos os 3 gols ocorreram a partir de falhas do sistema defensivo. É, sem dúvida, um ponto de atenção para Conte, ainda mais que sábado o time jogou com 3 zagueiros de origem (Rüdiger, Luiz e Cahill) e, mesmo após a expulsão do inglês, manteve a configuração, com a entrada de Christensen.
  3. A expulsão de Fàbregas: o espanhol levou um amarelo menos de 3 minutos depois da saída do capitão, de forma infantil, ao contestar uma marcação do árbitro aplaudindo ironicamente. Faltou cabeça ao espanhol.
  4. O elenco: que o elenco do Chelsea é curto, disso todos sabemos. Soma-se a isso as lesões de Pedro, Bakayoko e, principalmente, Eden Hazard, e o que vimos contra o Burnley foi um banco repleto de jogadores da base. Isso, em si, é um problema? Depende do ponto de vista. A questão é que o fundamental para que as revelações se desenvolvam é seu lançamento na hora certa. Portanto, a mescla entre juventude e experiência é a chave para o sucesso.
Com a janela aberta até o final de agosto, especula-se que o Chelsea trará de 3 a 4 jogadores. Se isso será o suficiente para dar a profundidade, a diversidade e a qualidade que o Blues precisam para jogar todas as competições que terão pela frente nesta temporada, apenas o tempo dirá.

P.S.: Diego Costa: o Chelsea sobreviveu à saída de Ashley Cole; sobreviveu à saída, ao retorno e à nova saída de Drogba; sobreviveu até mesmo ao gol que levou de Frank Lampard; sobreviveu à saída do nosso capitão, líder e lenda, John Terry. Digo isto apenas para lembrar o seguinte: NADA, nem NINGUÉM é maior que o Chelsea. Espero que a situação de Diego seja rapidamente resolvida, que ele siga sua carreira e que nós nos concentremos no que realmente importa..

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