O empate com o Arsenal serviu para novas variações


O Chelsea empatou em 0 a 0 com o Arsenal em um jogo muito disputado e bem aberto neste domingo, 17. Com o resultado, o Chelsea chegou aos 10 pontos e se manteve na terceira colocação, atrás apenas das equipes de Manchester, enquanto os rivais londrinos alcançaram 7 pontos e perderam algumas posições na tabela, ficando em 12º. A maratona de setembro do Blues continua nesta quarta feira, quando ocorrerá a estreia na EFL Carabao Cup, a Copa da Liga Inglesa, contra o Nottingham Forest, também em Stamford Bridge.

A performance dos comandados de Antonio Conte foi boa, no geral, mas abaixo do esperado. Alguns jogadores renderam menos do que podem, casos de Moses, Alonso, Pedro e Morata. A opção por deixar Hazard e Bakayoko no banco é questionável, uma vez que ambos entraram com muita vontade de mostrar serviço e criaram chances claras no tempo em que estiveram em campo. É possível que ambos apareçam no onze inicial no meio da semana, quando, espera-se, uma nova rotação deverá ocorrer no elenco. O destaque negativo foi a expulsão de David Luiz, que vinha fazendo uma partida segura e, num momento em que resolveu medir forças com Alexis Sánchez, perdeu o controle da bola e deu uma dura entrada em Kolasinac. O vermelho direto, pela força desproporcional da jogada, não pode ser classificado como exagero.

Morata até que tentou, mas não esteve em seus melhores dias.

É preciso lembrar, também, que o Chelsea não jogou contra o Burnley, adversário para quem perdeu na primeira rodada desta Premier League, mas sim com o Arsenal, um dos maiores times da Inglaterra e do mundo. Apesar do retrospecto recente amplamente favorável ao blues, um empate contra concorrentes diretos não deve ser visto como o fim do mundo, senão como um resultado normal.

A lição que fica desse jogo é que o esquema 3-4-3 já não é mais uma certeza para Antonio Conte. Tendo começado a partida neste sistema, a primeira substituição do italiano levou a campo Bakayoko no lugar de Pedro, que estava aberto pela direita. Com a alteração, a equipe passou ao 3-5-2, como já havia jogado, com sucesso, diga-se de passagem, contra o Tottenham. A impressão é a de que, ao longo da temporada, conhecendo exatamente as potencialidades de cada um, o técnico será capaz de adequar o time às necessidades de cada confronto. Nesse sentido, o Nottingham Forest tem tudo para servir de laboratório e ser a oportunidade que muitos esperam, casos, por exemplo, de Caballero, Kenedy e Musonda Jr.

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