Má fase, alternância no esquema e incerteza

Um jogo emocionante! Assim pode ser definido o duelo entre Chelsea e Roma, na noite deste 18 de outubro, em Stamford Bridge, pela terceira rodada da fase de grupos da UEFA Champions League. O empate por 3 a 3, contudo, frustrou os torcedores dos Blues, que viram o time abrir uma vantagem de 2 a 0 e sofrer uma incrível virada. O gol de empate (e de alívio) veio com Hazard, aos 75 minutos de jogo. O belga, por sinal, foi de longe o destaque dos Azuis de Londres, marcando duas vezes e infernizando a defesa adversária. Ele e Morata mostraram boa sintonia, mas a falta de compactação por vezes os deixava completamente sozinhos.
O objetivo desse texto não é fazer uma análise sobre a partida de hoje, mas sim sobre o momento por que passa o Chelsea. Nos últimos três jogos, são duas derrotas (para Manchester City e Crystal Palace, respectivamente primeiro e último colocados da Premier League), e a igualdade de hoje com a equipe da capital italiana. A perfomance do time tem oscilado e é possível perceber que, por vezes, os jogadores se desconcentram, erros acontecem e a conta vem em forma de resultados negativos. A virada que levamos hoje deixa isso claro.
O maior ponto de preocupação é o fato de que o barco parece desgovernado e, por incrível que pareça, isso não é culpa apenas de Antonio Conte. Resta claro que o italiano ainda não decidiu qual o melhor esquema tático para esta temporada, se o vitorioso 3-4-3 ou o 3-5-2, que confere maior segurança defensiva. Prova disso é o próprio jogo de hoje, onde alternamos do modelo com cinco no meio para o com três no ataque, num momento em que ainda vencíamos por 2 a 1. Mas a responsabilidade deve ser dividida com a diretoria, que fez um trabalho bastante questionável na última janela de transferências, deixando o treinador com poucas opções e peças de reposições, algumas delas muito jovens e que ainda precisam provar seu valor. As lesões musculares de Morata, Kanté e Moses, neste início de campanha, ligam o sinal de alerta e colocam em teste a capacidade de Conte de manter a competitividade nos quatro torneios que temos pela frente.

As dificuldades são evidentes, mas o caminho é o trabalho duro, e não o desespero. É a hora de confiar no talento do técnico e dos nossos principais jogadores. A situação na Champions é confortável, mas exige seriedade nos três confrontos que o Chelsea ainda terá para fazer, dois deles fora de casa. É o momento, ainda, de todos do elenco estarem preparados para quando receberem oportunidade, sabendo que a rotação se faz necessária para manter a motivação e o ritmo de jogo em dia. Por fim, a subida na tabela da Premier League e a classificação em primeiro lugar na Champions são os objetivos que devem ser perseguidos - e atingidos. Come on you, Blues! #KTBFFH

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