Afinal, até onde pode ir esse Chelsea 2017/18?

Com quase três meses decorridos da temporada 2017/18, uma dúvida ainda paira sobre o torcedor do Chelsea: afinal, até onde Conte e seu elenco podem ir? Se o início da campanha anterior não foi dos mais animadores, o mesmo se pode dizer da atual, com a diferença de que temos, novamente, a Champions League no calendário. Não fossem os tropeços do Atlético de Madrid contra o fraco Qarabag, estaríamos em sérios problemas para nos classificarmos pelo grupo C. As principais dificuldades desse começo têm sido os problemas de lesão, a falta de confiança do treinador em algumas peças e o rendimento abaixo do esperado de alguns dos principais nomes.


As lesões têm sido, talvez, o maior fantasma enfrentado pelo Chelsea 2017/18. Danny Drinkwater foi contratado em agosto, mas sua estreia ocorreu apenas em outubro. Kanté, Morata e Moses são outros atletas titulares que já ficaram de fora de jogos importantes em decorrência de questões físicas. Isso nos leva a questionar, inclusive, a capacidade de Antonio Conte rodar o elenco, preservando jogadores mais desgastados e equilibrando o time com reservas, mesmo em confrontos de maior relevância.

A falta de confiança plena do treinador em seus comandados também se mostra de forma bem clara, ao optar, por exemplo, por sempre colocar Willian no decorrer dos jogos, mesmo o brasileiro estando em péssimo momento técnico. Talvez Conte considere que Musonda ainda não está pronto e, sem outro nome de peso para as beiradas de ataque, o ex-jogador do Corinthians é o ele tem a disposição. A julgar pelas declarações após a derrota para a Roma, os principais medalhões terão de apresentar mais se quiserem continuar tendo importância, já que o comandante afirmou ser necessário mais do que só o nome para jogar, dando a entender que mudanças podem ser feitas.

O desempenho alguns jogadores, por fim, tem sido motivo de questionamento pela torcida e pela imprensa. Além de Willian, já mencionado acima, é sobre Cahill e suas atuações que pairam as maiores dúvidas. Fàbregas e Bakayoko não tem conseguido dar a solidez defensiva e a criatividade necessárias à equipe, deixando, em algumas ocasiões, o ataque isolado e restrito à genialidade de Hazard, aos lampejos de Pedro e aos gols de Morata, além de deixarem os zagueiros muito expostos. Penso que não falta qualidade à dupla de meio campo, mas sim uma maior rotação de peças, já que ambos vêm sendo titulares em quase todas as oportunidades e têm sentido o desgaste, e um sistema que lhes favoreça mais, talvez o 3-5-2 que Conte já testou, mas ainda não surtiu o efeito desejado.

É possível perceber que há alguns desafios com o qual o técnico italiano terá de lidar. As soluções não são fáceis ou óbvias, mas passam por um melhor aproveitamento do elenco como um todo, incluindo os mais jovens, como Christensen, Kenedy e Musonda, um aumento de rendimento de nomes como Willian, Cahill e Pedro, e uma redução no número de lesões, que podem ser prevenidas em conjunto com o departamento de fisiologia do clube. Podemos, sim, seguir na Champions e na briga pelo bicampeonato da Premier League. Precisamos, contudo, de um maior comprometimento e de uma mudança de postura. 

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