A nova cara que o Chelsea precisa ter no mercado de transferências


Por Marco Túlio Loureiro Linhares

Com um futebol pragmático e pouco criativo, a insalubre temporada de 2017/18 evidenciou não apenas um cenário de crise institucional, com problemas de relacionamento entre treinador, diretoria e jogadores, mas também atestou a urgência na chegada de novos reforços, principalmente para o setor ofensivo, que sofreu com a falta de jogadores decisivos e sobreviveu do talento da dupla Hazard e Willian. Pouco para quem mira voltar ao topo do continente europeu.

Com o decorrer da temporada, a irregularidade do Chelsea, principalmente na Premier League, e pobre futebol apresentado evidenciaram a adoção de uma política de contratações equivocada e a falta de planejamento na montagem do elenco, de modo a sobrecarregar jogadores como Hazard e Kanté e limitar as ações ofensivas do time.

No setor defensivo as deficiências são menores. Thibaut Courtois (apesar dos boatos que não queira renovar), Cesar Azpilicueta e Marcos Alonso formam uma sólida espinha dorsal, que com um promissor Andreas Christensen – mesmo frente a inconsistência apresentada em sua primeira temporada com a camisa do Chelsea, um seguro Antonio Rüdiger e o possível retorno do francês Kurt Zouma, pode se consagrar como uma das defesas mais fortes da Europa. No entanto, mesmo com uma sólida base, a chegada de um bom lateral direito, dada a inconsistência de Zappacosta e a fragilidade de Moses em uma possível formação defensiva em linha de quatro torna-se essencial para a construção de um elenco mais sólido e consistente, de modo a evitar os erros de planejamento da última temporada. Além de um lateral direito, a chegada de um novo zagueiro pode ser vista com bons olhos, principalmente caso David Luiz se transfira e Zouma não retorne ao elenco.

Ao contrário da solidez defensiva, o meio campo apresenta problemas indelegáveis, muito por conta do 3-4-3 de Antônio Conte (5-2-3 sem a bola) no qual o meio é, naturalmente, pouco povoado, e assim perde-se o domínio do jogo, mas também pela inconsistência de nomes como Tiemoué Bakayoko e Dany Drinkwater, à instabilidade de Cesc Fàbregas e à extrema dependência do futebol de N’golo Kanté. Muito disso se deu pela falha no planejamento na montagem do elenco para a temporada, tanto pela política de contratações adotada pelo clube nas últimas temporadas quanto pelas estratégias do treinador italiano A aposta em Bakayoko em detrimento da certeza de Matic, bem como a falta de um nome de segurança para dividir as responsabilidades com Kanté não só sobrecarregaram o francês, como empobreceram as ações do meio campo, desde a saída de bola à variabilidade na criação de jogadas ofensivas. Com os resultados obtidos, tratar a chegada de reforços para o meio campo tornou-se praticamente inevitável em Stamford Bridge. O alento, talvez, seja o desempenho de Marco Van Ginkel com a camisa do PSV, cujo retorno – já mais maduro – poderia agregar às opções de meio do clube.

Aliado à necessidade de reforços no meio, o ataque do Chelsea também atestou o fraco planejamento e as apostas equivocadas no início da última temporada. Em resumo, o time sobrevive da genialidade de Eden Hazard e do talento de Willian, que não tem um reserva à altura e se vêem na obrigação de comandar toda a produção ofensiva dos blues. Já Alvaro Morata, promessa espanhola que chegou, pela bagatela de sessenta e seis milhões de euros,  com a missão de substituir um bem sucedido Diego Costa – que deixara o Chelsea após problemas com Antônio Conte – se mostrou um jogador limitado à jogadas aéreas, falhando constantemente quando exigido e terminando a temporada com um desempenho muito abaixo do esperado. A aposta em Olivier Giroud, no meio da temporada, apenas ilustra o baixo desempenho de Morata frente às expectativas criadas. 
Nesse contexto, em vista da necessidade na chegada de novos reforços, o Blues Of Stamford elencou nomes que agregariam em qualidade e variabilidade o elenco azul.

DEFESA
Elseid Hysaj: Avaliado em vinte e cinco milhões de euros, o lateral direito albanês vem de sólidas temporadas com o Napoli, se concretizando como um dos melhores laterais do campeonato italiano. Apesar de não ser um exímio cruzador Hysaj, vem se consolidando como um jogador extremamente regular, com qualidade nos passes de curta e média distância e seguro, tanto com a posse de bola quanto na recomposição defensiva, além jogar, também, pelo lado esquerdo do campo.

Seamus Coleman: Dono da lateral direita do Everton há algumas temporadas, Coleman funcionaria como ótima opção à Azpilicueta na lateral do Chelsea, tanto pela regularidade quanto por já estar adaptado ao estilo de jogo da Premier League. O irlandês de chega bem ao ataque, participando da construção de tramas ofensivas com jogadas de ultrapassagem e de linha de fundo, além de ser um bom cruzador.

Mehdi Benatia: Já experiente e rodado, o zagueiro de trinta e um anos da Juventus, além de ser forte na bola aérea e na interceptação de passes, tem qualidade e tranqüilidade na saída de jogo, sendo peça interessante para a transição, com qualidade, da posse de bola entre a defesa e o meio campo. O marroquino chegaria para complementar o sistema defensivo do Chelsea e ajudar no desenvolvimento de nomes como Christensen e Zouma.

Milan Skriniar: A jovem promessa da Internazionale vem de ótima temporada na Série A, formando uma dupla de zaga consistente com o brasileiro Miranda. Skriniar, além de seguro e constante, se mostrou um zagueiro veloz, que sabe sair jogando e preciso nos botes. O eslovaco recebeu, em 38 jogos do Campeonato Italiano, apenas dois cartões amarelos, e tem seu valor de mercado avaliado em quarenta e cinco milhões de euros, sendo considerado um dos zagueiros mais promissores do futebol mundial.

Coleman, Hysaj, Benatia e Skiriniar são opções que a Equipe Blues Of Stamford elegeu como bons reforços.
MEIO-CAMPO
Idrissa Gueye: Titular do Everton, o volante agregaria poderio de marcação e dinamização no jogo tanto com a bola quanto sem a bola. Gueye, com um estilo de jogo semelhante ao de Kanté, formaria uma ótima dupla com o francês, combinando habilidades de desarme e de recomposição com boa condução de bola e saída de jogo. Avaliado em vinte milhões de euros, o senegalês já está adaptado ao estilo de jogo da Premier League, o que facilitaria seu encaixe no elenco.

Bruno Fernandes: Jóia portuguesa, o meia promete um futuro brilhante desde as categorias de base. Com talento na armação de jogadas, passes em profundidade e chutes de média distância, o jovem português acrescentaria em talento e criatividade no meio campo do Chelsea, aumentando, assim, o universo de jogadas de ataque do time. Em virtude de sua situação com o Sporting – o jogador entrou com pedido de rescisão por justa causa – uma possível transferência seria facilitada e com custos mínimos.

Milinkovic-Savic: Titular em trinta e três dos trinta e oito jogos da Lazio na Série A, a promessa sérvia domina o meio campo do time da capital, com qualidade na criação de jogadas e na distribuição de jogo e até mesmo na recomposição, além de bom desempenho em chutes de média distância e no jogo aéreo. Avaliado em noventa milhões de euros, o meia sérvio de vinte e três anos promete ser um dos principais nomes da posição no futuro, fazendo valer o alto valor investido. 

Koke: Avaliado em setenta milhões de euros, o craque espanhol é, possivelmente, a contratação mais complexa dessa lista. Fundamental no time de Diego Simeone, o meia pode jogar tanto aberto quanto por dentro, contribuindo significativamente tanto no ataque quanto na defesa. Com uma consciência defensiva invejável, Koke arma jogadas e distribui o jogo de uma forma exemplar, dinamizando o ritmo da partida e a intensidade empregada por seu time na hora de atacar. Além de um ótimo finalizador, o espanhol contribui com passes decisivos e com um alto nível de criatividade ofensiva. Chegaria para ser titular e dono da posição, formando uma dupla espetacular com Kanté.

Gueye, Savic, Fernandes e Koke são opções que a Equipe Blues Of Stamford elegeu como bons reforços.
ATAQUE
Christian Pulisic: Jovem promessa do Borussia Dortmund, o norte-americano possui um futuro promissor, podendo cair, com qualidade, tanto pelos lados quanto por dentro. Se contratado, Pulisic funcionaria como uma ótima opção de ataque aos blues, com um futebol leve e rápido, qualidade nos dribles e boa visão de jogo. Apesar do alto valor de mercado – quarenta e cinco milhões de euros – o norte americano poderia ter sua transferência facilitada numa negociação em definitivo com Michy Batshuayi, atacante do Chelsea emprestado ao Dortmund.

Timo Werner: Cria da escola alemã, o jovem centro-avante combina velocidade com qualidade nas finalizações. A promessa do RB Leipzig finaliza bem tanto com a perna direita quanto com a perna esquerda, tendo marcado vinte e três gols e dado nove assistências em cinquenta e dois jogos na temporada, números esses que o levaram, mesmo aos vinte e dois anos, à titularidade na seleção alemã. Com um valor de mercado de sessenta milhões de euros, o jovem talento alemão promete se consagrar como um dos maiores atacantes do mundo nos próximos anos, e formaria um trio de ataque rápido e letal, ao lado de Hazard e Willian.

Dries Mertens: O atacante belga que pode jogar tanto pelas pontas quanto por dentro vive a melhor fase de sua carreira, aos trinta e um anos, no Napoli. O goleador é um exímio finalizador, tendo qualidade tanto na frente do goleiro quanto nos chutes de média distância, além criar jogadas de infiltração e, constantemente, colocar seus companheiros na cara do gol. Mertens, assim como Werner, terminou a última temporada com vinte e três gols em cinquenta e dois jogos, e ainda concedeu sete assistências. Se contratado, o belga agregaria qualidade e, principalmente, experiência e maturidade à posição – o que se faltou na última temporada, integrando um trio de ataque temível ao lado de Hazard e Willian.

Mertens, Werner e Pulisic são opções que a Equipe Blues Of Stamford elegeu como bons reforços.
Independentemente dos nomes sugeridos é fato que, para alcançar o patamar almejado, Roman Abramovic precisa modificar a política de contratações do clube, adotando práticas mais hostis no mercado, e o Chelsea precisa se reforçar com qualidade e consciência para conseguir fazer, novamente, frente aos principais rivais locais e continentais.

*Não estamos falando que o Chelsea irá contratar esses jogadores, são apenas sugestões de acordo com as opiniões dos escritores do Blues Of Stamford.

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