Arrivederci e grazie, Antonio! Benvenuto, Maurizio!


Por Allan Pedro Bastos

Chegou ao fim a passagem de Antonio Conte no comando técnico do Chelsea. O que, no começo, tinha tudo para ser uma relação duradoura terminou de forma melancólica e, de certa forma, até mesmo patética, pela falta de habilidade da diretoria dos Blues em conduzir o processo. Já era sabido, desde o título da FA Cup, em maio, que não havia mais clima dentro do elenco para a permanência do italiano, e a postura pouco profissional de William na postagem comemorativa logo após a vitória sobre o Manchester United deixou isso claro. O problema foi que quem comanda o clube resolveu esperar que alguma outra equipe quisesse contratá-lo e, assim, o clube se veria desobrigado a pagar os mais de 8 milhões de libras previstos para o último ano de contrato.

Em termos de aproveitamento, Conte possui a melhor porcentagem de vitórias entre todos os treinadores que já passaram por Stamford Bridge, com 65,1%. Em 106 jogos por todas as competições, foram 69 triunfos, 17 empates e 20 derrotas. Em dois anos, foram dois troféus e uma verdadeira revolução na Premier League, com a implementação do esquema com 3 zagueiros.

A gestão do elenco se mostrou o grande ponto fraco do treinador. Em que pese não ter conseguido contratar os principais nomes que indicou, em sua primeira temporada Antonio praticamente não fazia alterações no time titular. A não disputa da Champions contribuía para que os jogadores tivessem, quase sempre, uma semana inteira de descanso, e os reservas viram seu tempo de jogo limitado. Na segunda campanha, de volta à principal competição europeia, a indefinição quanto ao esquema tático (alternância constante entre 3-4-3 e 3-5-2) fizeram o time perder padrão de jogo e terminar em quinto lugar na Premier League, classificando-se apenas para a UEFA Europa League 2018/19.

Maurizio Sarri assinou por 2 anos com o Chelsea, com opção de renovação por mais 1. (Foto: Twitter)
Para seu lugar, o Chelsea trouxe o muito recomendado Maurizio Sarri, que demonstrou no Napoli sua competência ao montar um time competitivo (vice-campeão italiano 2017/18), barato e com um futebol ofensivo. A expectativa é alta sobre o novo comandante e sobre a chegada de reforços. Resta saber qual será a postura da diretoria: se dará o tempo e a continuidade que um trabalho de longo prazo requer, ou se repetirá o ciclo vicioso dos últimos anos: contratar um técnico novo, ser campeão; demiti-lo; recomeçar.

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1 Comentários

  1. Conte foi um excelente tecnico, começou bem e depois foi aparecendo barreiras como de costume,e barreiras que ele mesmo criou, nao sei se por conta do temperamento e liderança, e como consequência barreiras criadas que todos os outros técnicos que passaram pelo Chelsea tbm enfrentam.
    Abriu mao de peças importantíssimas que pra mim valia todo o esforço do mundo para fazer permanecer, ex: Diego Costa e Matic. Comprou jogadores que a chance de ser protagonista no elenco seriam baixíssima como de fato foi, ex: Barkley e Drinkwater. Chelsea possui um plantel de jogadores muito bom, empresta muitos jogadores que poderiam atuar e disputar titularidade no principal, não vejo sabedoria nessa parte que cuida da compra, venda e empréstim de jogadores.
    Nomes como Loftus-Cheek, Kenedy, Abraham e vários outros merecem chances de atuarem mais.

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