Gary Cahill merece ser respeitado

(Foto: divulgação - The Sun)
Por Allan Pedro Bastos

Que Gary Cahill nunca foi uma unanimidade no Chelsea parece ser pouco controverso entre os torcedores. O zagueiro, contratado junto ao Bolton em janeiro de 2012, conquistou tudo o que podia com a camisa dos Azuis de Londres: Champions League, Europa League, 2x Premier League, 2x FA Cup e Copa da Liga Inglesa, tendo sido titular em todas as campanhas. Ainda assim, sempre conviveu com a desconfiança quanto à qualidade de seu futebol e se, de fato, tinha nível para ser titular dos Blues.

O fato é que, apesar das críticas, Cahill se estabeleceu como um dos pilares da defesa do Chelsea. Entre 2012 e 2014, alternava a titularidade com David Luiz no miolo de zaga, sempre ao lado de John Terry. Com a saída do brasileiro para o PSG, na janela de verão de 2014, tornou-se absoluto ao lado do compratriota e viveu, talvez, sua melhor temporada no clube. Com a chegada de Conte e a volta de Luiz, reinventou-se como zagueiro pela esquerda no famigerado esquema com 3 zagueiros, que nos levou novamente a mais uma Premier League.

Tudo parece ter mudado, entretanto, com a chegada de Maurizio Sarri. O treinador italiano valoriza a posse de bola mais do que qualquer coisa e muito mais do que os técnicos anteriores com quem Cahill trabalhou (Roberto Di Matteo, Rafa Benítez, José Mourinho, Guus Hidink e Antonio Conte). Esse é o motivo pelo qual foi tão pouco utilizado até este momento na temporada, já que, na avaliação do comandante, David é mais qualificado para  dar início às jogadas. Se, por um lado, o time ganha na saída de bola e na distribuição de jogo com o brasileiro, por outro, perde em solidez defensiva, a característica mais marcante de Cahill.

Não estou dizendo aqui que Cahill deva ser titular no lugar de Luiz. Na opinião deste que vos escreve, Christensen é quem deve ocupar a vaga ao lado de Rüdiger. Sem embargo, é desrespeitoso com a história do atual capitão do clube ter seu tempo de jogo tão limitado, inclusive contra adversários fracos em jogos das copas domésticas e mesmo da Liga Europa. O fato de não ter saído na última janela de transferências pode ser entendido como uma indicação de que Sarri talvez não tenha vida longa e que o inglês ainda sonha em recuperar o espaço perdido? Só o tempo responderá essa pergunta.

Este texto reflete a opinião do autor, não sendo, necessariamente, a posição deste site sobre o tema.

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