Habemus líderes

(Foto: divulgação)
Muito vem se falando sobre a ausência de líderes dentro do atual plantel do Chelsea. As saídas de lendas como Cech, Ashley Cole e Drogba e, principalmente, dos líderes Frank Lampard e John Terry, deixaram o torcedor órfão de ídolos. Não basta Hazard ser um dos melhores do mundo da posição há 4 ou 5 anos, ele "precisa" liderar para se tornar completo. O fã dos blues está carente.

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O Chelsea vem sofrendo revés duros e complicados de serem digeridos nesta temporada. São nestes momentos que os líderes aparecem. Calados muitas das vezes, mas ali estão. Em algum momento na história, Colin Powell (ex-secretário de Estado dos Estados Unidos), disse que "grandes líderes quase sempre são grandes simplificadores". Hoje, no atual plantel, Azpilicueta é o maior. Um blue de verdade, com raça castelhana, futebol objetivo, simples e necessário, o jogador que faz o feijão com arroz, um capitão que honra a camisa e deixa tudo de si em campo. Na vitória contra o Tottenham do último dia 27, comemorou como nunca o gol marcado por Pedro, se ajoelhando ao chão em forma de agradecimento e como se, naquele momento, estivesse tirando um peso enorme de suas costas. Você pode questionar a forma como Azpilicueta tratou a situação de Kepa na final da Carabao Cup, onde deveria tomar atitude de capitão e não o fez, mas não pode questionar a paixão que carrega ao vestir o azul.

Rudiger tem perfil para se tornar um futuro capitão dos blues. (Foto: divulgação)
Rüdiger é mais um. Desembarcou em Londres há cerca de 1 ano e meio, se tornou titular absoluto e vem sendo importantíssimo dentro do vestiário. Após a goleada surreal sofrida para o City, se aproximou dos torcedores à beira do gramado e pediu desculpas pelo inexplicável. Em entrevistas após os últimos resultados positivos, sempre se mostrou ao lado de Sarri, valorizando a cada palavra o crescimento e aprendizado do treinador italiano como comandante dos blues. Por último, tomou pra si a cobrança do torcedor em cima de Jorginho e pediu tempo de adaptação ao camisa 5, que veio do futebol italiano assim como Rüdiger e, necessitará de alguns meses para adquirir a melhor condição técnica num futebol tão diferente dos outros como é o inglês.

A liderança vem naturalmente e os líderes estão aparecendo. Podem não ganhar na técnica de Lampard ou na garra de John Terry, mas nem precisam disso. Vestindo a camisa com orgulho e prazer, é o que basta pra ganhar a confiança e idolatria de cada torcedor. Eles pedem raça, comprometimento e paixão. De Rüdiger e Azpilicueta, isso já vem ao natural.

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