O fio de esperança acerca de Hazard

Hazard está cada vez mais perto do Real Madrid. (Foto: divulgação)
Por Allan Pedro Bastos Ao mesmo tempo que é precoce afirmar que o grande craque do Chelsea nos últimos anos está de saída, esse momento parece cada vez mais perto de chegar. A admiração de Zidane pelo futebol e pelo talento de Eden Hazard, a vontade de jogar pelo Real Madrid já demonstrada pelo jogador e a estagnação nas conversas para renovação de seu contrato (que expira em junho de 2020) são sinais claros de que podemos, mais cedo ou mais tarde, ver o belga trocar o Stamford Bridge pelo Santiago Bernabeu. Desde que chegou ao Chelsea, contratado junto ao Lille em 2012 por algo em torno de 30 milhões de euros, Hazard já era tratado como a joia da coroa de um geração de atletas belgas considerada extremamente promissora. Os então campeões da UEFA Champions League buscavam se reforçar e a contratação de jovens com alto potencial era a pauta da hora. Juntamente com ele, por exemplo, naquela mesma janela chegaram Azpilicueta e Oscar. O crescimento de desempenho e do desenvolvimento profissional de Eden são sentidos temporada após temporada, tendo sido eleito por três vezes nos últimos seis anos o Jogador do Ano. Tudo indica que será o escolhido ao final da campanha 2018/19 novamente. Ao todo, o belga já disputou 342 partidas pelo Chelsea, e esteve envolvido diretamente em nada mais, nada menos, do que 195 gols (108 marcados, 87 assistências). Em termos de títulos pelos blues, já são 2 títulos de Premier League (2015 e 2017), 1 FA Cup (2018), 1 Copa da Liga Inglesa (2015) e 1 UEFA Europa League (2013). Muito se discute se Hazard estaria a altura de integrar o quadro dos principais jogadores do Chelsea, ao lado das lendas Frank Lampard, John Terry, Didier Drogba, Petr Cech e Ashley Cole. Pessoalmente, considero que Eden fez o suficiente para alcançar o patamar desses ícones do clube, sobretudo por carregar, há algum tempo, o clube nas costas, vez por outra tendo algum auxílio, mas em geral como a grande e principal estrela da companhia. Espera-se que os blues terminem a temporada com mais um troféu, que seria o segundo da Europa League tanto para o clube quanto para o atleta. Há, sem dúvida, um componente de despedida nessas linhas. Não há absolutamente o que culpar ao belga pelo desejo de jogar no Real Madrid. Trata-se, talvez, do maior time do mundo. A política recente de contratações do Chelsea tem trazido muitos jogadores de qualidade duvidosa, o que não tem possibilitado ao clube brigar pelo principal título do continente. É natural que Hazard queira jogar com os melhores do mundo, com o melhor treinador do mundo e fazer parte do projeto ambicioso que Zidane e Florentino Pérez preparam para os próximos anos. Mas, enquanto o martelo não for batido, a esperança de mantê-lo em SW6 será a última a morrer. Este texto reflete a opinião do autor, não sendo, necessariamente, a posição deste site sobre o tema.

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  1. Desde que chegou ao Chelsea, contratado junto ao Lille em 2012 por algo em torno de 30 milhões de euros, Hazard já era tratado como a joia da coroa de um geração de atletas belgas considerada extremamente promissora. Os então campeões da UEFA Champions League buscavam se reforçar e a contratação de jovens com alto potencial era a pauta da hora. Juntamente com ele, por exemplo, naquela mesma janela chegaram Azpilicueta e Oscar.
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