Como é bom tê-lo de volta, Frank

Lampard comanda a primeira semana de treinamentos em Dublin, local do início da pré-temporada. (Foto: Chelsea FC)
O anúncio que o torcedor do Chelsea sonhava finalmente aconteceu. Após a saída do técnico Maurizio Sarri, que deixou Londres e partiu rumo à Juventus de Turim, ficou claro que era apenas uma questão de tempo para Frank Lampard ser anunciado como novo treinador. É verdade que a experiência do ídolo no cargo para o qual foi contratado é pequena, se comparada com a dos últimos que passaram pelo posto recentemente (Rafa Benítez, Mourinho, Hiddink, Conte e Sarri), mas espera-se que tenha algo que nenhum deles teve: tranquilidade e estabilidade para trabalhar.

É público o desejo da diretoria em contratar menos e desenvolver mais os talentos dentro de casa. A base dos blues é reputada como uma das melhores da Inglaterra e da Europa, porém o caminho até o elenco principal tem sido extremamente complicado para os jovens. Espera-se que Lampard, juntamente com sua comissão técnica, sejam capazes de facilitar as coisas para os mais novos, fazer com que a transição e a adaptação sejam rápidas e integrá-los ao time em condições de ajudar nos diversos campeonatos que teremos pela frente.

Deve-se salientar que nada, absolutamente nada, do que aconteça com Frank no cargo de treinador será capaz de macular ou apagar a história que ele escreveu como jogador. Ele foi, é e sempre será um dos maiores (para muitos, o maior) jogadores que já vestiram a camisa do clube. Parece, sem dúvidas, o casamento perfeito: de um lado, o Chelsea, num momento conturbado, sem poder contratar pelas duas próximas janelas e com vontade de desenvolver um trabalho de longo prazo; do outro, Lampard, que conhece como ninguém a história, a torcida e o que significa jogar no maior de Londres.

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Ainda é cedo para falar em esquema tático, possível escalação titular ou mesmo em quais jogadores da base serão aproveitados para a temporada. Pelos rumores que já foram mais ou menos confirmados até aqui, devemos ter Mason Mount entre os meio campistas que estarão no elenco (ele e o novo treinador trabalharam juntos no Derby County em 2018/19), além Tammy Abraham, que viveu grande ano pelo Aston Villa. Além deles, atletas emprestados retornarão e terão uma nova chance de provarem seu valor, casos de Michy Batshuayi e Kurt Zouma.

Seja como for, passada a euforia natural de ter um personagem tão importante para o clube como Lampard de volta e agora na condição de treinador, só há uma coisa que torcedor pode fazer: apoiá-lo incondicionalmente. O projeto que vem sendo desenvolvido pelo clube é de reestruturação de seu departamento de futebol por completo, o que envolve a volta de ídolos para cargos gerenciais e posições chave. Petr Cech foi o primeiro contratado, para o cargo de Assessor Técnico e de Desempenho, mas boatos sugerem que outros ex-atletas podem vir. A cara que o Chelsea terá sob a nova direção de Frank e Petr só conheceremos, a fundo, quando o elenco estiver fechado e todos os jogadores em perfeitas condições físicas. A julgar pelo sucesso que ambos tiveram dentro de campo, fazendo parte da geração mais vitoriosa da história dos azuis de Londres, teremos muitos motivos para sorrir.


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