O ressurgimento de uma posição não vista com Sarri

Barkley ressurgiu nas mãos de Lampard. (Foto: Chelsea FC)
Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o Chelsea vai se encaminhando para a reta final de sua pré-temporada restando apenas mais uma partida (contra o Borussia Mönchengladbach). Primeiro na Irlanda, depois no Japão e, por último, em terras inglesas. Lampard vai realizando seus testes e impondo sua filosofia de trabalho. Alguns aspectos já são bem perceptíveis, outros ainda em formação e alguns atletas com desempenhos bem agradáveis e surpreendentes. 

O tema central deste texto é abordar um grande problema que tivemos na temporada passada e não deve acontecer com Lampard. No 4-3-3 de Sarri, a armação de jogadas ficava por conta de Kovacic e Jorginho. O croata mais pela esquerda, o ítalo-brasileiro atrás do meio-campo por realizar neste setor a sua principal função que era melhorar a qualidade na saída de bola. Ninguém centralizado de frente para o gol. Ninguém com uma visão total dos pontas e do centroavante para conseguir a famosa pifada. Passa longe de ser uma falha do ex-treinador, mas sim uma circunstância de seu estilo de jogo e sua formação preferida. Sarri não adota o meia-armador. Um jogador com as características de Paulo Henrique Ganso seria inútil com Sarri, por exemplo - guardadas as devidas proporções, obviamente. Barkley foi inútil. 

A EVOLUÇÃO DE ROSS BARKLEY

Surpreende a evolução de Barkley nas mãos de Lampard. O camisa 8 vem atuando como meia-armador no 4-2-3-1 e demonstrando um ótimo futebol. Claro que preciso analisar inúmeros fatores antes de elogiar ou criticar um jogador durante partidas de pré-temporada (adversário, em qual período da pré-temporada o jogo está sendo realizado, qual escalação está em campo, grau de seriedade, etc), mas sua evolução é evidente. Com três gols, um contra o Barcelona, em chute de fora da área; outro contra o Reading em perfeita cobrança de falta; e o último contra o RB Salzburg, de pênalti, Barkley brigará por posição nesta temporada. Não será a última opção como imaginava tendo em vista o péssimo ano que teve com Sarri. E 'graças' a lesão de Loftus-Cheek e ainda o período de recuperação que o espera, sai na frente pela vaga no time titular.

A DUPLA ABRAHAM E MOUNT

São quatro gols para a dupla durante essas seis partidas. Três de Mount, contra St. Patrick's e duas vezes contra o Reading, e um de Abraham, contra o Barcelona. Mason trabalhou com Lampard na última temporada no Derby County, sendo peça fundamental no esquema do treinador. No Chelsea poderá ocupar até três posições diferentes no time titular. Pelas pontas e centralizado. No Derby, atuou pela direita. É uma grata surpresa em uma temporada sem contratações e deve disputar a posição diretamente com Barkley e Loftus-Cheek. Se com Sarri não tínhamos meias de criação, com Lampard sobrará pelo menos dois. 

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Abraham é o centroavante alto de 1,91m e de muita imposição. Engana-se quem pensa que não sabe jogar com a bola nos pés. Com muita velocidade e habilidade, Tammy deveria iniciar a temporada como titular - segundo o gosto deste que vos fala. Se for fazer um balanço geral dos três centroavantes nestes primeiros cinco jogos, não há a menor dúvida que Giroud e Batshuayi apresentaram muito menos que o jovem inglês. 

Mount e Abraham demonstram um bom entrosamento nesta pré-temporada. (Foto: Chelsea FC)
Se o problema na última temporada foi a falta de um centroavante goleador e de um meia-armador para ser o responsável pelas assistências, isso não deve se repetir com Lampard. Não temos mais o diferenciado e acima da média Eden Hazard, mas temos ótimas jovens opções para todas as posições do elenco. Lembrando sempre que a exigência durante esse ano não pode ser as taças, mas sim um estilo de jogo bem definido, boas variações e (quase, pois é praticamente possível) todos os jogadores demonstrando um bom futebol. Não falei sobre a defesa onde ainda temos Christensen, Zouma, Tomori e Reece James, mas fica para uma próxima. 







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