Obrigado, FIFA. Sejam bem-vindos, jovens

Lampard não terá contratações, mas muitos jovens querendo mostrar serviço. (Foto: divulgação)
Era dia 15 de novembro de 2018. Noticiava no Twitter do Blues Of Stamford que o Chelsea estava sendo investigado por contratações irregulares de menores de idade. Punição de um a dois anos sem poder contratar. O que na época já era ruim, poderia piorar. O que faremos caso isso se confirme? O time é fraco, o elenco não consegue brigar por taças. Sarri não é bom o suficiente, nunca ganhou nada. Hazard pode sair. E agora?

Bom, era inimaginável pensar que uma punição dessas e a saída do maior jogador do clube nos últimos anos e, para este que vos fala, o terceiro melhor do mundo em 2018/19 seriam algo positivo. Sim, são dois fatores importantes e bons para o clube em certos pontos de vista. A última talvez nem tanto. A saída do Hazard tem como ponto positivo a independência. Chelsea deixa de ser dependente de unicamente um grande jogador. A punição, por sua vez, faz com que o clube abra os olhos para a sua base. Há pelo menos 4 ou 5 grandes jogadores muito bem encaminhados para entrar no time titular e não sair mais. A ver.
Hudson-Odoi e Loftus-Cheek, antes de suas respectivas lesões, já eram titulares do time do Sarri. Abraham, Mount, Reece James, Tomori e Ampadu são outras caras (quase) novas que podem acrescentar muito ao elenco a médio e longo prazo. Os dois primeiros, com chances claras de serem titulares já no início da temporada. Ainda houve os retornos de Bakayoko e Zouma. O volante pode ser peça importante para a rotação com Kanté e evitar a sobrecarga em cima do baixinho camisa 7 - visto que N'Golo se lesionou no fim da última temporada por excesso de jogos. Basta Bakayoko se adaptar, enfim, à Premier League. O zagueiro, para mim, é o melhor do plantel e deve assumir a titularidade naturalmente no lugar de David Luiz. Não logo no início, porque dificilmente Lampard deixará o (talvez) maior ídolo do elenco atual na reserva, mas suas frequentes falhas em um esquema com dois zagueiros o colocarão no banco.

Mount foi peça fundamental no Derby de Lampard na última temporada. (Foto: divulgação)
Lampard torna-se outra agradável figura nesta temporada sem contratações e de recomeços. Um esquema diferente dos últimos anos, uma forma de trabalhar com os jovens talvez jamais vista no clube e uma idolatria que dará a ele tempo e paciência para implementar sua filosofia. 

O principal objetivo não deve ser a conquista de taças logo em sua primeira temporada, mas sim, a evolução e desenvolvimento dos atletas mais novos e, por consequência, a consolidação de Frank como um grande treinador. 


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