As ideias de Antonio Conte e a genialidade Frank Lampard

Lampard surpreendeu e mostrou estar certo. (Foto: Chelsea FC)
No último sábado (14), Frank Lampard precisou inovar, surpreender e arriscar para vencer e convencer contra o Wolves. Deu certo. Com um poderio ofensivo considerável e Abraham iluminado, o Chelsea marcou cinco gols no Molineux Stadium, casa do adversário. Foi a melhor atuação do time na temporada.

Precisou adaptar a equipe em um esquema novo para tentar arrumar a defesa, tirar Azpilicueta do radar adversário - pelas frequentes falhas pelo lado direito defensivo - e potencializar Marcos Alonso, substituto do lesionado Emerson Palmieri. Com apenas uma tacada, Lampard corrigiu três erros. Funcionou e a culpa é toda do lendário camisa 8. Uma culpa boa, se é que isso existe.

Azpilicueta não comprometeu pelo lado direito, tampouco Alonso pelo esquerdo. Os espanhóis conseguiram neutralizar em um primeiro momento as correrias de Adama Traore e Otto pelas laterais e tiveram boa participação ofensiva, auxiliando os pontas Willian e Mount. Fizeram tudo o que os alas de um 3-4-3 precisam fazer. 

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Na defesa, a volta de Rüdiger, a evolução de Christensen e o surgimento de um zagueiraço chamado Fikayo Tomori, autor de uma obra prima que abriu o placar e a porteira do adversário. O alemão é o nosso melhor zagueiro e trouxe uma segurança enorme mesmo atuando apenas 45 minutos. O dinamarquês, extremamente subestimado ainda pelas falhas há duas temporadas, vem se mostrando seguro fazendo o feijão com arroz. E, por fim, o jovem inglês chega mostrando que Frank Lampard acertou em cheio em preferi-lo ao invés de David Luiz - que falhou mais uma vez nesta rodada com a camisa vermelha e branca.

Não podemos nos esquecer daquele 3-4-3 de Antonio Conte que deu ao Chelsea o título da Premier League em uma campanha impressionante. Com os retornos de Hudson-Odoi, Reece James, Kanté e Loftus-Cheek, Lampard terá ainda mais opções para manter esse esquema que deu tão certo em um primeiro uso e abraçá-lo ao longo da temporada. 

O primeiro mês já foi e tivemos muitas boas impressões, principalmente individuais dos jovens da academia. O fato de Lampard abrir mão do seu 4-2-3-1 tradicional e passar a testar a equipe no 4-3-3 e 3-4-3, tendo sucesso em ambas, é um alento para um treinador que é suscetível a mudanças em relação a sua filosofia de jogo que o trouxe ao Chelsea, algo bem diferente do que vimos com o último manager que passou por Stamford Bridge.


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