A grandeza do Chelsea não deve ser subestimada

Batshuayi marcou no fim do segundo tempo para sacramentar a vitória do Chelsea fora de casa e assumir a liderança do grupo H na Champions League. Foto: Getty Images

















Antes do início da UEFA Champions League, havia um debate que permeava as comunidadesd detorcedores brasileiros do Chelsea: cair na primeira fase e disputar o título da Europa League ou ser eliminado nas oitavas/quartas de final? A própria origem da discussão dava o tom do que esperar da temporada 2019/20: reformulação, dificuldades, incerteza. Na
rodada de abertura, derrota em casa para o Valencia, time com o qual, teoricamente,
disputaríamos a segunda colocação do grupo, já que era praticamente certo que o Ajax, que
havia sido semi-finalista na última edição do torneio, seria o primeiro.

Hoje, finalizados os jogos de ida, os Blues já somam 6 pontos, com duas vitórias fora de casa, a
última delas numa demonstração impressionante de força na Holanda. Mais do que isso, a
equipe comandada por Frank Lampard vem demonstrando amadurecimento partida após
partida, enfileirando seis vitórias consecutivas por todas as competições. Os jovens da base,
sobre quem pairavam muitas dúvidas acerca da qualidade para integrar o elenco principal, têm
sido fundamentais e provido a profundidade necessária para que o treinador promova
mudanças – sejam elas por opção, sejam pelos vários problemas de lesão que têm nos
acompanhado nesses meses iniciais de trabalho – e o nível de atuação se mantenha elevado.

Voltando ao ponto inicial dessa coluna, hoje está claro que as pessoas que preferiam disputar
a Europa League após uma eliminação na primeira fase da Champions desconhecem a
grandeza do clube para o qual torcem. Mais do que isso, não percebem que, para o projeto de
longo prazo, o ideal é deixar a “molecada” ir o mais longe possível no torneio continental de
maior relevância, acostumar-se com os grandes jogos e, eventualmente, lidar com o gosto amargo
de uma eliminação (caso e se ela venha), para tirar lições e aprender com os erros. Se
quisermos ver o Chelsea campeão europeu novamente, esse caminho é quase inevitável.

Vitórias como a de ontem, contra o Ajax, mostram o potencial desse time e, ao mesmo tempo,
o quanto ainda podemos evoluir, uma vez tenhamos todos os jogadores à disposição. Se
tomarmos o adversário de ontem como modelo, temos que, mesmo com um time recheado
de jovens, como na temporada passada, foram capazes de alcançar as semifinais e só foram
eliminados no final do jogo contra o Tottenham. Que o exemplo sirva de inspiração para que
Abraham, Mount, Tomori e companhia almejem e sonhem alto, e que os próprios torcedores,
os primeiros que deveriam a apoiar incondicionalmente, se lembrem do tamanho do clube de
Stamford Bridge.


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