Erros individuais e uma transição defensiva falha

Frank Lampard segue sem corrigir os erros na transição defensiva. (Foto: Chelsea FC)

Mais uma vez o Chelsea foi derrotado por um time do Big Six da Premier League. Diante o Manchester City, os blues abriram o placar com o inacreditável N'golo Kanté, e sofreram a virada em menos de dez minutos em duas falhas individuais.

Contra o Liverpool, também pela Premier League, os erros individuais custaram caro. Neste sábado, custaram outra vez. Poderia justificar tais erros como novamente a falta de experiência do grupo. Sim, de fato a inexperiência existe, mas hoje as falhas vieram de dois jogadores experientes: Jorginho e Kovacic. O segundo, tricampeão europeu. 

Jorginho raramente erra. Kovacic, idem. Duas bolas forçadas pelo meio que geraram os gols de um time que, talvez, tenha o meio-campo mais poderoso do mundo. Queria eu ter no meu grupo a genialidade e criatividade de De Bruyne e David Silva. Qualidades, estas, que faltaram ao Chelsea nesta derrota.

O problema não foram as falhas. Pode ser que sim, porque resultaram diretamente no placar final, mas o que mais me incomodou foi a falta de criação e oportunidades de gol. Abraham deixou o campo de jogo aos 73 minutos sem ter recebido um grande passe para arremetar. Ou ainda, uma bola espirrada que desse à ele a possibilidade de finalizar. Nada, Abraham passou fome em Manchester.

Isso eu posso justificar: meio-campo formado por três volantes. Jorginho, pregado como o 1º homem. Kovacic, pouco avança e sua presença ofensiva é quase nula. Deu uma grande assistência para o gol de Kanté, é verdade, mas o passe foi na faixa do meio do campo. O francês autor do gol, por sua vez, faz tudo e isso já é algo rotineiro. Desarma, puxa contra-ataque, recupera, arma, cria. Faz tudo. Kanté é ótimo nas duas transições: ofensivas e defensivas. A defensiva, como time, ainda me preocupa.

Chelsea segue sofrendo vários gols em contra-ataques. Só hoje foram dois. É fácil fazer gol no Chelsea e não é por causa da qualidade duvidosa do Zouma, da desconfiança em torno do Azpilicueta, ou por causa da partida desastrosa do Emerson. O sistema deixa a desejar e está sendo pouco efetivo. Os jogadores se perdem quando um passe cai nos pés do adversário. Contra um time como o City, Liverpool e até o próprio United, isso é fatal.

A campanha até o momento é maravilhosa. Eu não imaginava chegar em dezembro dentro do G4 e com uma diferença bem considerável para os outros times do Big Six que brigam pelo mesmo objetivo que o Chelsea. No geral, está sendo ótimo. Vida longa ao Lampard, vida curta aos problemas defensivos. 


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