A diretoria falhou com Frank Lampard

Foto: Getty Images

Se na coletiva de imprensa da sexta feira já foi possível perceber o descontentamento de Lampard com a falta de contratações por parte do Chelsea, o jogo contra o Leicester escancarou a crise com a diretoria já antes mesmo de a bola rolar. Como já havíamos previsto aqui, Kepa foi barrado e Caballero foi o titular. Não é que este autor ou este blog sejam fãs do argentino (bem longe disso, inclusive), mas era a escolha óbvia: Willy é o reserva imediato do espanhol, simples assim.

A escalação do Chelsea já dava indícios de que o treinador queria passar algumas mensagens à direção. A primeira é a não confiança em muitas peças do elenco. Já é sabido que Emerson Palmieri e Marcos Alonso não gozam de prestígio junto ao técnico, que tem preferido improvisar Azpilicueta na lateral esquerda a utilizar qualquer um dos dois em jogos de Premier League. O problema é que isso vem se expandindo para outras áreas do campo e fez com, na partida de hoje, Abraham fosse sacrificado novamente e escalado com dores, mesmo com Giroud e Batshuayi a disposição - o francês, inclusive, nem viajou com o restante da delegação. Podemos somar a essa lista os próprios goleiros acima mencionados, e Pedro, que esteve para sair e hoje figurou entre os onze iniciais.

O segundo recado de Frank já havia sido dado na coletiva na véspera do jogo: o Chelsea, mesmo ainda ocupando a quarta colocação no campeonato inglês, é azarão frente a seus principais concorrentes: Manchester United, Tottenham e, em menor medida, Arsenal. Isso porque todos eles se reforçaram durante a janela de transferências de inverno, com maior ou menor qualidade e quantidade de jogadores. O United trouxe Bruno Fernandes, meia destaque do Sporting-POR, e Odion Ighalo, atacante que estava na China; no Tottenham, o ponta esquerda holandês Steven Bergwijn e o meia Gedson Fernandes, do Benfica, foram as novidades; e no Arsenal, o já conhecido pelo público brasileiro Pablo Marí chegou para tentar ajustar a zaga dos Gunners e, juntamente com ele, o lateral direito português Cedric Soares.

E o Chelsea nessa história toda? Gastou uma baita grana com advogados para recorrer do Transfer Ban, conseguiu a redução da pena e, de modo inacreditável, não tinha um plano de ação caso isso ocorresse. A direção do clube demonstrou uma incompetência e um amadorismo de fazerem inveja a muitos cartolas brasileiros, uma vez que, se a proibição de contratar estivesse em vigor, o álibi para não trazer absolutamente ninguém já estava pronto. O que temos agora é um técnico insatisfeito, um elenco com peças insatisfeitas e metade da temporada para tentar o único objetivo que fará com que contratemos gente de peso no verão: manter-se no quarto lugar da Premier League e conseguir a vaga para a Champions League 2020/21.

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