As inexplicáveis ausências de Tomori no time titular



Fora do time desde o derby contra o Arsenal, válido pelo primeiro turno da Premier League e com vitória do Chelsea, Tomori acumula jogos ora no banco, ora nem relacionado. Rudiger, um dos titulares da posição, acumula falhas individuais e técnicas. Qual a explicação?

Nenhuma. Lampard não fala sobre isso, a imprensa não pergunta, Tomori não aparece e tudo permanece como está. Os números individuais do jovem inglês são melhores do que todos os outros zagueiros do atual plantel, mas ele segue escondido na casa-mata sem receber oportunidades.

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Com auxílio de estatísticas fornecidas por Thiago Campos, posso exemplificar o tamanho da ausência do Tomori e em que isso impacta diretamente o mau desempenho do Chelsea nos últimos dois meses. 

Na Premier League, Tomori atuou por 14 partidas, venceu 9, empatou 1 e perdeu 3 (66,6% de aproveitamento nos pontos disputados). Zouma jogou 21 vezes, com 10 vitórias, 3 empates e 8 derrotas (52,3%). Christensen esteve em campo em 13 jogos, venceu 5, empatou 3 e foi derrotado outras 5 vezes (46,1%). E, por fim, Rüdiger, desde que retornou de lesão, atuou em 11 jogos, venceu apenas 4, empatou 3 e perdeu 4 (45,4%).

Se falarmos do desempenho das duplas, e no Chelsea foram várias, Tomori também figura entre as mais efetivas. 

Média de finalizações sofridas e entre parêntesis as que foram no alvo (atuando por pelo menos 180 minutos juntos):

  • 765min - Zouma e Tomori: 8,7 finalizações por jogo (2,7 no alvo) 
  • 450min - Zouma e Christensen: 10,2 (4,6) 
  • 405min - Rudiger e Christensen: 8 (2,7) 
  • 281min - Zouma e Rudiger: 10,6 (2,9)

O tão criticado Zouma é o segundo melhor zagueiro do elenco a nível de desempenho individual. A dupla Zouma e Tomori é a melhor que o Lampard já testou nesta temporada. Inexplicavelmente ambos, hoje, estão no banco de reservas. Rüdiger, pior dentre os quatro, é figurinha garantida no atual onze inicial do treinador. 

São alguns detalhes como este que nos impedem de entender perfeitamente o que Lampard pretende. Christensen vem jogando muito nos últimos jogos e sua titularidade é perfeitamente compreensível, mas a permanência do alemão é injustificável. 


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