Precisamos falar sobre Olivier Giroud

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O que passa pela cabeça dos amantes de futebol europeu quando falamos o nome de Giroud? ‘Ganhou a Copa do Mundo sem fazer gol’, ‘é fraco tecnicamente’ e ‘cone que fala francês’ podem ser algumas das respostas. Talvez quem tenha mais boa vontade pode dizer que se lembra de alguns de seus golaços, mas nada demais (para quem não sabe, Giroud ganhou o Prémio FIFA Ferenc Puskás de gol mais bonito graças a essa pintura aqui em 2017, quando jogava pelo rival Arsenal).

Precisamos ser sinceros: se até o presente momento da temporada 19/20 você ainda acha isso, é melhor rever seus conceitos sobre futebol moderno, principalmente na posição do #9.

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Desde a chegada de Frank Lampard, Giroud flertou com a porta de saída do Chelsea, visto que era claramente a terceira opção no ataque. Porém, como já dizia o outro, ‘futebol é momento’ e, com a baixa performance de Batshuayi e as lesões de Abraham, o selecionável francês ganhou a chance de mostrar seu valor. E assim o fez.

Embora antes da pandemia seus números sejam modestos (4 gols em 14 jogos), desde a volta ele vem sendo, junto ao americano Pulisic, o principal jogador do time. São 5 gols em 8 jogos, além de algumas situações interessantíssimas que gostaria de falar sobre.

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A diferença de Abraham, seu ‘rival’ na disputa pela titularidade, Giroud é excelente no pivô, usando seu corpo e tamanho para sair da área e abrir espaços para os pontos. Além disso, em partidas onde a bola não chega, ele é capaz de buscar jogo, fazendo a parede e ‘ciscando’ a defesa. Essas pequenas, porém, enormes, ações o fizeram ganhar a vaga de Abraham, que não tem essas características.

Além de ser um excelente finalizador, por muitos um dos melhores do mundo em ‘empurrar’ para o gol, Giroud cresce em jogo grande (Alô, Wembley!) e vem se destacando cada vez mais sobre a gestão de Lampard. 

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Se futebol é merecimento, sem dúvida alguma o francês de 33 anos mereceu a titularidade e mais um ano de contrato com o Chelsea. Na temporada que vem, será interessantíssimo tê-lo como opção para fazer as situações já citadas, oferecendo outros cenários junto ao novo contratado Timo Werner. Abraham que se cuide, pois hoje, a meu ver, ele herdou a terceira opção na frente, status que outrora era de Giroud. 

E ah, para você que insiste em dizer que ele é só mais um atacante qualquer e que venceu a Copa do Mundo sem fazer ‘nada’, fica o questionamento: Didier Deschamps, o treinador campeão do Mundo, não deve bater bem da cabeça, né? Pois não tirou ele do time titular em nenhum momento. 

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Amigos, algo o Giroud tem de bom. E é esse ‘algo’ que o faz ser lembrado no ataque da França na frente de nomes como Lacazette e Martial.

Vale lembrar que Giroud é o terceiro maior artilheiro da história da Seleção Francesa, com 39 gols em 96 jogos e tem TUDO para ser o primeiro. Ele está apenas 2 gols atrás de Platini e 12 de Henry.

É nítido que nosso galã de 1 metro e 93 merece mais respeito e, navegando pelas mídias sociais, vejo que ele vem conquistando. Quem ganha com isso? Só o Chelsea.



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