Renovação de Willian pode tardar desenvolvimento de Hudson-Odoi


Desde a volta do futebol após a parada por conta da pandemia do novo Coronavírus, um dos temas mais recorrentes acerca do Chelsea foi a renovação ou não do contrato do brasileiro Willian, prestes a completar 32 anos e cujo vínculo encerra-se agora. As negociações entre o clube e o jogador se arrastaram por alguns meses e chegaram a um impasse quanto ao tempo do novo acordo: enquanto a direção ofereceu 2 anos, o atleta exigia 3. Tudo parecia apontar que o caminho natural seria a saída ao final da temporada, mas algumas informações dão conta de Lampard ainda está fazendo esforços para mantê-lo em Stamford Bridge por mais algum tempo. E é aqui que pode estar o início de um erro que pode ter grandes proporções, como a saída de joias como Callum Hudson-Odoi.


Renovar com Willian, nesse momento de reformulação vivido pelo clube, somente faria sentido se fosse por uma temporada (com muita boa vontade, duas) e que ficasse bem claro que ele deveria lutar pela posição como qualquer outro jogador. Acontece que, de acordo com as novidades vindas da Inglaterra, Lampard assegurou que o brasileiro teria um "papel chave" no elenco na próxima campanha, algo que poderia ser o suficiente para que ele assinasse o novo acordo, talvez por dois anos, como inicialmente proposto pela diretoria. Mas que papel seria isso reservado a Willie?

Até o momento, os dois reforços contratados virão para aumentar o poder de fogo da equipe no ataque. Hakim Zyiech destacou-se pelo Ajax jogando aberto pela direita e, por isso, brigaria por posição com Willian, enquanto Timo Werner virá para jogar aberto pela esquerda, centralizado atrás do centroavante ou até nesta posição, brigando por espaço com Giroud e Abraham. Ao que tudo indica, ainda chegará nos próximos dias a sensação Kai Havertz, destaque do Bayer Leverkusen e que pode atuar tanto aberto quanto como falso 9, ou até atrás do centroavante. No atual elenco, já temos Pulisic, Callum Hudson-Odoi, Tammy Abraham, Olivier Giroud, Ruben Loftus-Cheek e Mason Mount que atuam na mesma faixa de campo. É muita opção de qualidade no setor e a permanência do meia da seleção brasileira poderia significar menor espaço para desenvolvimento daqueles que vêm da base, nomeadamente Callum Hudson-Odoi.

Hudson-Odoi voltou a receber minutos na reta final de temporada após se recuperar de lesão.

O jovem inglês, inclusive, viu seu envolvimento bastante reduzido nesta campanha, inicialmente pelo fato de ainda se recuperar da grave lesão no tornozelo sofrida ao fim da temporada passada, mas depois pela ausência de rotação no elenco. Por mais que tenha renovado recentemente, é difícil imaginar que alguém com seu potencial vá se conformar com a reserva, sobretudo para um jogador que já demonstra sinais de estar entrando na fase final da carreira. Queríamos tanto a contratação do Sancho, mas não percebemos que há alguém, dentro de casa, com características similares e em estágio final de desenvolvimento, mas podemos colocar isso tudo a perder por conta de uma renovação mal planejada.


É por estas razões que é a hora de Willian seguir seu caminho, onde quer que seja. Muito obrigado por estes 7 anos, em que foi útil à equipe e marcou, sem dúvidas, seu nome na história do clube. A sua contribuição já está dada e você sempre será lembrado com carinho pelo torcedor blue. Mas o momento é de olhar para o futuro e de construir um time capaz de se tornar dominante na Inglaterra e, quem sabe, também no cenário europeu. E, nesse momento, mantê-lo mais atrapalharia do que ajudaria.


Postar um comentário

0 Comentários