"O Chelsea está comprando a Premier League?"

Werner precisou de 4 minutos para fazer seu primeiro gol com a camisa do Chelsea, no amistoso contra o Brighton

A Premier League recomeçou este final de semana, para a alegria de todos nós torcedores e até como uma forma de tentarmos pensar um pouco menos na pior pandemia em século. Depois de não poder contratar na janela de verão de 2019, e de abrir mão de se reforçar na de inverno de 2020, o Chelsea foi com toda a força ao mercado. Além das chegadas de Hakim Ziyech e Timo Werner, confirmadas ainda no final da campanha 2019/2020, juntaram-se a eles Ben Chilwell, Thiago Silva, Kai Havertz e, ainda não confirmado oficialmente, Edouard Mendy. É possível, ainda, que uma última adição ao elenco seja feita, com a contratação do meio campista Declan Rice, um desejo de Frank Lampard. É, sem dúvidas, uma janela perfeita para o clube de Stamford Bridge, que se aproveitou de sua saúde financeira para passar por esse momento turbulento sem recorrer a auxílios governamentais e sem demitir nenhum de seus funcionários.
É nítido, no entanto, que grande parte dos rivais (e também da mídia, diga-se de passagem) não está contente com a movimentação do Chelsea nesse verão. Uma charge infeliz do portal Goal.com retratava Ziyech e Werner como tendo sido fisgados pelo dinheiro do clube, e mostrava Havertz (que, na época, ainda não havia fechado) como sendo o próximo. Entretanto, detalhes da negociação revelam que o próprio alemão desembolsou uma quantia de seu bolso para facilitar o acordo entre os clubes. Mais recentemente, Jürgen Klopp, treinador do Liverpool, afirmou que "a incerteza criada pela Covid-19 é menos importante para alguns" e que seu clube tem tido sucesso "sendo do jeito que são" e que "não podem mudar isso do dia para a noite".


A charge de péssimo gosto do goal.com - Como se o projeto esportivo não fosse atrativo o suficiente.

Esse tipo de declaração é extremamente curiosa e, para ficar no mínimo, hipócrita. Ou Klopp acha que alguém esqueceu as £75mi gastas em Virgil van Dijk em 2017, ou as £56mi em Alisson, as £54mi em Keita, as £40mi em Fabinho? O que o Liverpool fez, em todos os casos acima listados, foi exatamente o mesmo que o Chelsea fez agora: usou a venda de seu principal craque (Philippe Coutinho, à época, que se transferiu para o Barcelona pela bagatela de £145mi) para reforçar ainda mais o elenco. No nosso caso, juntamos as vendas de Hazard e Morata com o dinheiro não gasto nas duas últimas janelas de contratação. O que há de errado nisso?

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Se pegarmos os últimos 5 anos como referência, de acordo com informações do site Transfermarkt, o Chelsea gastou, de maneira líquida, £257mi em contratações. Valor bem acima dos £80.68mi do Liverpool de Klopp, mas bem abaixo dos £310.3mi do Arsenal e dos impressionantes £514mi do Manchester United e £558mi do Manchester City. Este último, inclusive, foi absolvido na Corte Arbitral do Esporte em um processo de suspeita de quebra do Fair Play Financeiro, mesmo não tendo colaborado com as investigações.

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A verdade é que se o Chelsea já incomodava muito mesmo tropeçando em suas próprias pernas na hora de contratar (Baba Rahman, Drinkwater, Bakayoko e Morata são apenas alguns desses deslizes), quem dirá agora, trazendo atletas desse calibre para um projeto de longo prazo. Ao que tudo indica, todo esse investimento está sendo feito de maneira muito bem calculada e planejada, sem meter os pés pelas mãos. É esperar que dêem resultados dentro de campo, com vitórias e troféus.

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