Porquê devemos concentrar esforços nos World Class

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Janeiro chegou e, com ele, mais uma janela de transferências. Durante um mês seremos inundados por especulações, a grande maioria sem qualquer fundo de verdade, de jogadores que jamais sequer foram considerados pela diretoria do Chelsea. Além disso, há alvos que, devido a seus valores de mercado e/ou sua importância para as equipes que defendem atualmente, são praticamente impossíveis de chegarem neste momento, ao meio da temporada. É o caso de Declan Rice, grande objetivo do clube para o meio campo, e do já muito especulado Gianluigi Donnarumma, jovem goleiro do Milan.

Pelos nomes mencionados acima, bem como pelos reforços que trouxemos na janela de verão de 2020, é possível destacar que finalmente a direção parou de investir em jogadores de qualidade duvidosa e apostou em alguns dos melhores que estavam disponíveis. Enquanto Chilwell, Thiago Silva, Ziyech e Mendy chegaram e rapidamente elevaram o nível em relação ao que tínhamos antes, Havertz e Werner ainda buscam adaptar-se à PL, mas não sem contribuir para o time, mesmo que de maneira mais tímida e menos decisiva, até o momento. O nível do elenco é muito superior ao de 2019/20, mas isso não invalida o fato de termos muitos jovens e, por vezes, sentirmos falta de experiência e liderança em momentos cruciais durante as partidas e durante a temporada.


Tanto integrando o plantel, quanto emprestados para outras equipes para ganharem experiência, a verdade é que o Chelsea possui um grande número de prospectos de enorme potencial, mas que somente vão atingir seu ápice convivendo, treinando e jogando, semana sim, semana não, com os melhores. É notório, por exemplo, o efeito benéfico que Thiago Silva teve para o jogo de Zouma, transformando o Francês em um dos melhores zagueiros da liga. É por isso que, já neste momento, fala-se tanto em uma renovação por mais uma temporada, porque além da inegável qualidade técnica que ainda possui, é um exemplo e um modelo para os mais novos. Precisamos de TS em 2021/22 auxiliando no desenvolvimento de Marc Guehi, por exemplo, e possivelmente de Malang Sarr.

EFE/SIMONE ARVEDA

Já não é mais necessário trazer jogadores em quantidade, a direção fez isso de maneira exitosa em 2020. Mais do que nunca, precisamos daquelas contratações certeiras, de qualidade inegável e para apenas alguns setores, os chamados World Class. Rice e Donnarumma chegariam e mudariam imediatamente o patamar do time. José Maria Giménez, do Atlético de Madrid, seria o ideal, mas é apenas uma questão de opinião. Não podemos, nem devemos, nos iludir com a janela atual, temos um elenco numeroso e bem qualificado, capaz de atingir o principal objetivo para 2020/21: terminar entre os 4 primeiros na Premier League. Finda a campanha, é o momento de pensarmos nesse nível de reforços novamente.



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