Mesmo frustrado, Filipe Luis não se arrepende de ter ido para o Chelsea

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Muito perto de se sagrar bi-campeão brasileiro nessa quinta-feira (25) pelo Flamengo, Filipe Luis (35), deu entrevista ao Daily Mail e se abriu sobre suas passagens vitoriosas por Atlético de Madrid e Chelsea, que se enfrentam pelas oitavas-de-final da Champions League, nessa terça-feira (23). Em longa entrevista, o lateral-esquerdo se abriu sobre toda sua carreira, seus treinadores, companheiros e momentos marcantes.

Exaltou 'El Cholo', adversário dos Blues, e enfatizou que o treinador "não tem coração". Quando o assunto foi sua passagem por Londres, em 2014, admitiu que as coisas não foram como espereva, mas que não tem arreprendimentos.


"Quando fiquei no banco no primeiro jogo da temporada bati à porta do escritório do Mourinho e disse: 'Por que você me trouxe? Por que não me deixou no Atlético?'"

"Ele disse que não se sentia tão seguro defensivamente comigo como se sentia com Azpilicueta. Que eu deveria merecer meu lugar. Não poderia esperar que só por meu nome eu seria a primeira opção."

"Ele tinha razão, eu não estava jogando bem. Mas também acho que é preciso estar em campo para melhorar. Nunca me arrependi, pois estava num dos maiores clubes do mundo, mas todos queremos jogar."

A decisão de retornar ao clube colchonero se deu quando foi deixado de fora do time na final da Copa da Liga, competição que havia jogado inteira. "Na época, me senti traído, na falta de palavra melhor. Não queria trabalhar para Mourinho mais um ano. Mas não era culpa dele. Ganhamos a final e guardo a medalha em casa. Ele montava uma equipe para vencer, e conseguiu isso."

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Filipe Luis chegou ao Chelsea no início da temporada 14/15, junto com Diego Costa, seu companheiro na Espanha, e mesmo tendo jogado apenas 29 partidas por todas competições, o lateral foi campeão da Premier League e da Copa da Liga, antes de retornar ao clube de Madri.

O brasileiro revelou ter tido uma relação excelente com John Terry, "um verdadeiro líder que falava o que precisava ser dito e era o primeiro a segurar sua mão nas derrotas."


Ele relembra que Mourinho enviava Rui Costa para falar com os jogadores em seu lugar nos momentos difíceis e que não era o único reserva frustrado: "Nos treinamentos Salah era como Messi! Uma pena que não tenha jogado mais." 

Seguindo comparações à Lionel, ele acredita ter jogado com outro atleta que com um pouco mais de ambição, teria alcançado o patamar do argentino. 

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"Eden [Hazard], junto com Neymar, são os melhores jogadores com quem joguei ao lado - bem perto de Messi. Ele não treinava muito. Cinco minutos antes do jogo você via ele jogando Mario Kart no vestiário. No aquecimento ele nem amarrava as chuteiras. Mas então começava o jogo e ninguém tirava a bola dele. Driblava três ou quatro adversários e ganhava jogos sozinho. Hazard tem muito talento. talvez lhe falte um pouco de ambição para dizer: 'Eu vou ser o melhor jogador do mundo'. Porque ele poderia ser", encerra.

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