Vantagem pequena, mas importante

Reprodução Sky Sports

Foi difícil, mas o Chelsea saiu em vantagem contra o Atletico de Madrid, ao vencer por 1 a 0 o confronto de ida, disputado em Bucareste, capital da Romênia. As restrições de viagens do Reino Unido para a Espanha, no contexto da pandemia da Covid-19, fez com que um local alternativo tivesse de ser escolhido para sediar a partida de ida. O jogo de volta será no dia 17 de março.

Como era de se esperar, as duas equipes entraram em campo extremamente cautelosas e com esquemas táticos praticamente espelhados. Tuchel lançou em campo o que se pode considerar a sua "formação ideal", exceto pela ausência de Thiago Silva, que ainda se recupera de lesão na coxa. É possível afirmar que, hoje, Azpilicueta, Rüdiger, Jorginho, Kovacic e Alonso são titulares, gostemos ou não. Simeone, por sua vez, lançou Lemar pela ala esquerda, isolou Luis Suárez e João Félix na frente e pôs toda a equipe para defender. Era possível ver a defesa colchonera alinhada com 6, razão pela qual o Atleti não impôs grandes perigos à meta de Édouard Mendy, já que sua preocupação era 100% defensiva.


O primeiro tempo foi morno, estudado e com poucas chances de gol. O Chelsea tinha a posse quase total da bola e atacava mais pelo lado direito, com Hudson-Odoi e Mount, enquanto o Atletico esperava uma chance para contra atacar em velocidade. Werner esteve isolado grande parte do jogo pela esquerda, já que Alonso pouco contribuiu, mas ainda assim criou boas oportunidades, levou perigo e obrigou Oblak a pelo menos duas boas defesas, uma em bom giro e chute de esquerda, ainda na primeira etapa. A chance de maior perigo da equipe mandante ocorreu em escapada de Suárez pela esquerda da defesa dos Blues, com um cruzamento que passou por toda a área e Lemar chegou tarde para completar.

Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images

Os dois times voltaram sem mudanças do intervalo e aqui cabem leves cornetadas a Tuchel: primeiro, porque não havia necessidade de manter o esquema com 3 defensores, já que, quando muito, não eram mais do que 3 atacando por parte do Atletico; segundo, porque o treinador já sacou outros jogadores, como Abraham e Odoi, por supostamente não estar satisfeito com a entrega deles em campo. Se essa justificativa for válida, estaria Thomas, então, satisfeito com o fraco primeiro tempo que vimos de Jorginho, Alonso e mesmo do autor do gol Giroud hoje? Ou essa justificativa vale apenas para alguns do elenco? Seja como for, a manutenção do centroavante francês se mostrou acertada e ele foi coroado com um belíssimo gol de bicicleta, que conferiu a vantagem mínima para a volta.


No geral, há de se destacar a segurança defensiva, mesmo que Simeone tenha abdicado de jogar durante quase 80 minutos. Azpi, Christensen e Rüdiger foram sólidos e Mendy praticamente não foi exigido, mas ainda assim deu sustos com a bola no pé. Pelas alas, Odoi foi novamente destaque positivo, criando as principais jogadas de ataque juntamente com Mount, mas Alonso novamente ficou devendo, ao passar quase despercebido tanto ofensiva, quanto defensivamente. No meio, Jorginho e Kova tiveram poucos problemas em parar os raros ataques da equipe Colchonera, mas também não contribuíram muito para a armação dos Blues. O ítalo-brasileiro, inclusive, está fora da segunda partida, suspenso por cartão amarelo, e a mesma situação se aplica à Mason Mount, principal jogador da equipe na temporada e que hoje esteve bem, apesar de não ser brilhante. A julgar pela lógica, Kanté e Ziyech serão os substitutos, mas a vaga do marroquino está longe de estar assegurada, com Pulisic e Havertz correndo por fora. Finalmente, Timo Werner e Olivier Giroud foram importantíssimos para a vitória, o alemão buscando jogo o tempo todo, o francês com a pintura que deu números finais ao embate.

Até a partida de volta, o Chelsea tem pela frente adversários duríssimos pela Premier League: United (28/02) e Everton (08/03) em Stamford Bridge, Liverpool (04/03) e Leeds (13/03) fora de casa. Tuchel será obrigado a, nesses confrontos, dar mais minutos em campo para Kanté, Gilmour, Ziyech, Havertz e Pulisic, a fim de encontrar os substitutos ideias para os suspensos. Além disso, bons resultados no campeonato inglês significam, além da busca pela vaga na próxima Champions League, manter a confiança elevada para encarar novamente Simeone e seu elenco qualificado, que certamente adotarão uma postura diferente na volta. Longe de ser definido, devemos esperar fortes emoções dia 17/03.

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