Campeones! Campeones! Olé, olé, olé!

Chelsea vence o Manchester City e conquista a segunda Champions League de sua história

Por Allan Pedro Bastos
Esse não é um texto analisando a vitória do Chelsea sobre o Manchester City, simplesmente porque, em uma final, pouco importa se uma equipe fez quase tudo certo, se jogou melhor durante 80% da partida, se teve mais volume de jogo ou se criou as melhores oportunidades.

Em uma final, sobretudo com times de nível tão altos, com a do último sábado (29), são os detalhes os responsáveis por definir quem sorri e quem chora ao final dos 90 minutos. É o quanto você está disposto a se entregar, como Rüdiger, que evitou uma finalização de Phil Foden quase dentro da pequena área, ou Kanté, que terminou o jogo com 10 desarmes. É o quanto você está concentrado e consegue dominar a ansiedade inerente à importância da partida, como os jovens Mason Mount e Reece James, ou o quanto você quer se provar e provar que aqueles que te criticam estavam enganados, como Christensen.

Os campeões da Champions 2020/21 posam com a orelhuda.
Foto: Alex Livesey - Danehouse/Getty Images

Esse não é um texto para apontar destaques individuais, porque o grande mérito desse Chelsea de Thomas Tuchel é o resgate da confiança do grupo como um todo, como um coletivo potente, digno e tão maltratado por boa parte da imprensa, sobretudo a britânica. O comandante alemão chegou, recuperou o bom futebol de alguns dos "renegados", implementou sua filosofia do dia para a noite e nos levou ao topo da Europa, pela segunda vez em nossa história. É claro que todos nós adoramos uma boa história de heróis, mas nem sempre elas são necessárias para que o enredo de uma conquista fique completo.


Esse não é um texto para menosprezar o adversário, seu técnico, ou a estratégia utilizada pelo City para o confronto. Guardiola vinha de duas derrotas consecutivas para Tuchel, utilizando esquemas de jogo diferentes em cada um desses jogos, e decidiu tentar algo ainda mais ousado para surpreender os Azuis de Londres. Para isso, abriu mão de seus homens mais marcadores, como Rodri e Fernandinho, e lançou a campo um meio campo com Gundogan (artilheiro da equipe na temporada), Kevin de Bruyne e Bernardo Silva. No ataque, Sterling, Mahrez e Foden, sem nenhum homem de referência e muita correria e movimentação, principalmente deste último, o que mais deu trabalho à defesa dos Blues.

Kanté ergue a taça e comemora a conquista da UEFA Champions League!
Foto: Reprodução Getty Images

Finalmente, este não é um texto para projetar o futuro, a próxima janela de transferências ou os próximos anos. Este é um texto para aproveitarmos o presente, esse momento e esse sentimento mágicos que vivemos em 2012 e que temos a chance de reviver agora, em 2021. Porque nem tudo na vida precisa ser planejado, calculado, analisado. Há coisas que precisam apenas ser sentidas e vividas. Festejem, torcedores do Chelsea, vocês, nós somos bicampeões da UEFA Champions League.

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