O que se viu até agora na pré-temporada do Chelsea

Os Blues venceram dois amistosos na última semana como preparação para a temporada

Com o início da campanha 2021/22 cada vez mais próximo, o Chelsea vem intensificando sua pré-temporada e Thomas Tuchel tem utilizado os amistosos para dar minutos e oportunidades para alguns jogadores que ainda buscam garantir sua vaga no elenco. Até aqui, os Blues enfrentaram Bournemouth, da Championship, e Arsenal e venceu os dois confrontos pelo mesmo placar, 2 a 1.

Getty Images

Contra os Cherries, os jovens Armando Broja e Ike Ugbo agarraram as chances que tiveram e selaram a vitória, após o time da casa ter saído na frente. Já contra os Gunners, Kai Havertz aproveitou passe de Timo Werner e abriu o placar, no primeiro tempo. No segundo tempo, Granit Xhaka subiu sozinho e cabeceou sem dificuldades para empatar, mas Tammy Abraham deixou o seu após falha na saída de bola dos anfitriões e deu números finais à partida. Na próxima quarta-feira, dia 04/08, o duelo contra o Tottenham marcará o retorno dos torcedores às arquibancadas de Stamford Bridge, além da apresentação oficial do troféu da UEFA Champions League, conquistado ante o Manchester City, no último dia 29/05.

É claro que vencer é importante e é o que tanto time e torcida sempre querem, porém, nesse momento de preparação, o que realmente vale são os minutos em campo para que os atletas entrem em ritmo de jogo o mais rapidamente possível. Além disso, esse é o momento para que o treinador faça observações em relação a jogadores que retornaram de empréstimo e ainda não tiveram seu futuro definido.

Com especulações relativamente frias até o momento, já que os principais alvos nessa janela de transferências (Declan Rice e Erling Haaland) são há muito conhecidos e de negociações muito difíceis, devido aos valores que envolvem, o foco principal deve ser nas saídas e enxugamento do elenco. Vale lembrar que nomes como Lewis Baker (26), Davide Zappacosta (29), Tiemoué Bakayoko (26), Michy Batshuayi (27), Ross Barkley (27), Baba Rahman (27) e Danny Drinkwater (31) ainda possuem contrato em vigor, mas dificilmente fazem parte dos planos para 2021/22.

Do que se pode ver nos dois primeiro jogos da temporada, Ruben Loftus-Cheek merece particular destaque. O inglês de 25 anos parece ter agradado Tuchel, mas sua permanência ainda é incerta, já que a concorrência no setor é grande e ainda existe a possibilidade da chegada de Declan Rice. O comandante alemão parece enxergá-lo na dupla de meio campistas centralizados, posição para a qual conta atualmente com Kanté, Jorginho e Kovacic. Além dele, é válido mencionar Trevoh Chalobah, que atuou quase os 90 minutos contra o Arsenal e fez excelente jogo, e as voltas de atletas que disputaram a Euro 2020, casos dos alemães Havertz, Werner e Rüdiger, do croata Kovacic e dos franceses Zouma e Kanté.

Getty Images

A volta de alguns emprestados sempre gera expectativas e acirra opiniões apaixonadas entre os torcedores. Há aqueles que defendem que Barkley e Batshuayi, por exemplo, e até mesmo Bakayoko, talvez merecessem uma última chance de se provar com a camisa Chelsea. Se este última, por um lado, nem sequer figurou entre os relacionados para os amistosos, os outros dois entraram no decorrer das partidas e suas presenças foram pouquíssimo notadas em campo. O tempo de ambos em Stamford Bridge, assim como o dos mencionados acima e outros que sequer valem a referência aqui, parece estar se esgotando, e o Chelsea precisa ser ágil se quiser fechar com as suas prioridades até ao final da janela.


Seja como for, na quarta-feira já temos o Tottenham, encerrando a pré-temporada em frente a torcida. O primeiro jogo oficial ocorre exatamente uma semana depois, no dia 11/08, contra o Villareal, pela Supercopa da UEFA, e a estreia na Premier League está marcada para o dia 14/08, contra o Crystal Palace. É pouco provável que o elenco esteja fechado até lá, mas, de acordo ao que já foi demonstrado até agora, é certo que Thomas Tuchel entrará para brigar por todos os troféus que o Chelsea disputará.

A janela 2020/21 foi atípica, lembrou as primeiras da Era Roman Abramovich, mas a ausência de reforços até agora não pode, nem deve, ser confundida com falta de ambição. O grupo é altamente qualificado, o que falta são peças-chave, de alto valor de mercado e, por esse motivo, de difícil negociação. Ainda há praticamente um mês de janela aberta e todos sabem que o Chelsea trabalha na surdina. O momento é de aguardar e esperar que a direção apoie o treinador nas contratações e saídas que julgarem pertinentes.

Postar um comentário

0 Comentários