Marcos Alonso e a sadia disputa com Ben Chilwell

Espanhol e inglês disputam novamente a posição com Thomas Tuchel

Marcos Alonso brilhou sob comando de Antonio Conte e foi considerado o melhor jogador da sua posição na liga, no período do italiano como técnico do Chelsea, tendo inclusive figurado no time do ano da PFA em 2017/18. Nesse período de dois anos, o espanhol marcou 14 gols e deu 7 assistências por todas as competições.

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Entretanto, chegara Maurizio Sarri, que acabou por desmontar a linha de três zagueiros, o que expôs o Alonso a nível defensivo, ou seja, tinha de voltar muito mais para marcar e não podia subir tanto como no time de Conte. O nível do espanhol acabou por baixar e perdeu a titularidade nas competições europeias, ao contrário do que aconteceu no ano anterior.

Com a posterior chegada de Frank Lampard, o lugar foi posto em causa. Na Premier League, a quantidade de minutos jogados na temporada por Alonso foi reduzida para metade (2.761 -> 1.430). Deixou de ser o dono do lugar e, na segunda temporada de Lampard como técnico, foi ainda mais evidente.

Em 2020/21, ainda sob comando de Frank Lampard, apenas jogou os três primeiros jogos da liga. Ben Chilwell tinha acabado de chegar e assumiu a titularidade. Marcos Alonso acabou por passar do campo para a arquibancada, deixou de ser convocado para a Premier League e foi suplente não utilizado em quatro jogos na fase de grupos da Liga dos Campeões. Ben Chilwell e Emerson estavam em frente na hierarquia para a posição.

Marcos Alonso seguia, assim, fora das opções de Lampard até ao dia risonho de 26 de janeiro de 2021. Thomas Tuchel havia sido contratado pela diretoria do Chelsea para assumir a equipe no meio da temporada e as opções para a lateral também acabaram mudando. Emerson acabou por ser ultrapassado por Alonso. O espanhol jogou os dois jogos contra o Atlético de Madrid, na Champions League, e metade dos restantes jogos da Premier League. Ben jogou a outra metade.

Com Tuchel, Alonso viu-se como um peixe dentro da água. Já que o alemão trouxe com ele a linha de três zagueiros (assim como Conte), Alonso já não teve tantas dificuldades defensivamente, até dada a coesão e entreajuda defensiva por parte, não só da zaga, mas do time inteiro.

Na temporada atual, Marcos Alonso agarrou o lugar na escalação inicial. Como disse Thomas Tuchel, “quando Chilwell chegou com o grupo mais tardio, o Alonso já estava com ritmo de pré-temporada e melhor preparado fisicamente. Jogou cinco jogos bem competitivos, após uma pré-temporada fantástica”. O excelente início de temporada do Alonso simplesmente impede Tuchel de colocar Chilwell. Alonso no passado mês de Agosto foi nomeado para prémio de Melhor Jogador do Mês (prémio vencido por Michail Antonio), com grandes exibições frente ao Crystal Palace, tendo marcado um golo, frente ao Arsenal e frente ao Liverpool.

Neste início de temporada, foi uma peça fundamental para a campanha do Chelsea na Premier League. Até ao momento, o Chelsea conquistou cinco vitórias, um empate, 15 gols marcados e apenas três sofridos, em sete jogos. A melhor campanha da liga, após o empate do Liverpool frente ao Man City. No jogo frente ao Tottenham, o Alonso foi uma das figuras do jogo, tendo sido destaque por ter aparecido em muitos dos momentos em que o Chelsea causou perigo. Apareceu no espaço entrelinhas, apareceu nas costas da defesa adversária e deu a assistência que desbloqueou o marcador, gol de Thiago Silva no canto marcado pelo espanhol.


Dentro do sistema do Chelsea, o ala está livre para subir à vontade e, como todos já sabemos, o espanhol é muito perigoso quando tem espaço no último terço. Seja com bolas paradas, seja com cruzamentos ou até mesmo para aparecer na área adversária para rematar. Marcos Alonso, quando tem liberdade para subir, é um dos laterais mais perigosos do mundo.



Desde o jogo contra o rival, Alonso tem passado por uma má fase, com dificuldades em subir e depois na marcação. Não tem mostrado o seu melhor nível, o que poderá colocar o seu lugar na escalação em risco, o que já aconteceu contra os Saints, no qual Chilwell foi escalado em frente do espanhol. É mais equilibrado no quesito ataque/defesa, no qual poderá pesar para Thomas Tuchel o escolher em detrimento de Alonso.

Marcos Alonso, agora convocado por Luis Enrique para o time nacional espanhol, foi escalado contra a Itália, nas semi-finais da Nations League e mostrou-se num bom plano. Será importante, se vencer a competição, para voltar para o elenco inglês com motivação e em forma para competir o lugar na escalação com Ben Chilwell.

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